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Tag Archives: jeronimense

 

Viviane Bueno

É na casa de madeira, na zona sul de Porto Alegre, que Plauto Cruz reúne suas memórias. Aos 83 anos, o jeronimense é um dos mais renomados músicos no cenário brasileiro. Nem mesmo a saúde frágil e as falhas na memória, são capazes de ofuscar o brilho de quem nasceu com o dom de tocar flauta.

Plauto de Almeida Cruz nasceu no dia 15 de novembro de 1929. Natural de São Jerônimo, já veio ao mundo predestinado à música. Filho do flautista José Alves da Cruz, revelou desde a infância aptidão para o instrumento. Em 1944, aos 15 anos, mudou-se com a família para Porto Alegre, onde passou a se apresentar em eventos e programas de rádio.

 Aos 83 anos, o jeronimense é um dos mais renomados músicos no cenário brasileiro. Foto: Viviane Bueno

Aos 83 anos, o jeronimense é um dos mais renomados músicos no cenário brasileiro. Foto: Viviane Bueno

Plauto iniciou sua carreira entre as décadas de 40 e 50, ainda durante a chamada “era de ouro do rádio”, e foi considerado um dos maiores flautistas brasileiros e um dos maiores difusores do Choro no Rio Grande do Sul.
Com dificuldades para falar, o mago da flauta, como é conhecido, emociona-se ao lembrar do local onde nasceu. Chora ao falar de São Jerônimo.
– É a minha terra natal que me orgulho muito. Amo minha terra. Quero mandar um abraço para o povo de lá – diz com a voz baixa e falhada.
Dos tempos do auge da carreira, ele lembra com orgulho. As lágrimas são uma constante ao recordar a época de ouro.
– Não choro de tristeza. Choro de alegria – afirma.
Rememora com entusiasmo dos momentos em que conhecer muitos lugares era sua rotina. Conta das apresentações no Litoral gaúcho e fala com carinho das visitas à praia do Imbé.
– Toquei muito nas praias daqui. Viajei muito. Rio, São Paulo, Espírito Santo, Buenos Aires. Tocava com outras pessoas, em duplas, trios, quartetos – expõe.
Em Porto Alegre, Plauto participou de vários eventos e programas de rádio. Começou na Gaúcha, no programa “Duque de Antenas” e, posteriormente, foi para Difusora, no programa “Hora do Bico”. Atuou também na emissora Clube Metrópole, depois na rádio Itaí, e por último, na Farroupilha. Mais tarde voltou a trabalhar para a Gaúcha e para várias outras emissoras no Brasil, incluindo televisão. Conquistou 60 troféus, destacando-se, entre eles, a Medalha Simões Lopes Neto, concedida pelo Governo do Estado; Cidadão Emérito de Porto Alegre, pela Câmara de Vereadores; e Cidadão Porto-Alegrense, pela Prefeitura de Porto Alegre.
– Tocava na rádio Farroupilha uma flauta de ébano – conta.
Parte dos troféus estão dispostos na estante da sala da casa onde Plauto mora com dois filhos, Jairo e Maria. Sentado em um sofá amarelo, o eterno flautista que já não consegue mais tocar, gesticula com os dedos os movimentos que o tornaram tão conhecido não só no Rio Grande do Sul, como também no País.
– Sempre liguei o amor na minha música. Ela era feita de amor – diz com a voz baixa.

Lágrimas e música
Não é apenas de emoção que Plauto chora ao lembrar-se de sua carreira. A saúde fragilizada, associada à perda recente de dois filhos, deixaram o flautista sensível.
– Ele teve duas grandes tristezas no período de um ano e meio. Um dos filhos faleceu há cerca de quatro meses. Ele via o filho perder peso a cada semana. Isso mexeu muito com ele. Também em janeiro ele caiu do sofá e bateu com a cabeça no chão. Ficou desacordado alguns minutos, o que prejudicou ainda mais a sua memória – explica o filho Jairo.
O eterno flautista cantarola as músicas que o acompanham ao longo da carreira.
– Guardo minhas memórias com amor e satisfação. Fui muito feliz – fala.

O tombo em 2002

Foi determinante o atropelamento sofrido pelo músico Plauto Cruz no dia 30 de setembro de 2002, em Porto Alegre. Depois disso, ele passou a ter uma pequena dificuldade de locomoção que, com o passar dos anos, agravou-se. Sair para trabalhar se transformou em uma tarefa cada vez mais complicada. Um fato desolador ilustra esta condição do flautista: convidado para participar de uma homenagem a Altamiro Carrilho promovida pelo Festival de Música Instrumental de Guarulhos, já com passagem comprada pela organização e cachê garantido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o flautista não pode viajar por conta de uma ferida na perna que não cicatrizava. Com a saúde debilitada, Plauto teve muitas limitações, que tiveram por consequência a ausência do músico em eventos, festividades, homenagens e promoções.

Ao longo de sua carreira, gravou mais de 40 LP’s.

Ao longo de sua carreira, gravou mais de 40 LP’s.

Pega a flauta aí, gaúcho!
Das andanças pelo Brasil afora, ele ganhou o apelido carinhoso de Plautinho.
– Me falavam que eu era um grande flautista. Em Rainha do Mar fiz um showzaço. Fiz muitas amizades com o povo capixaba também. Foram muitos anos de aventura, molecagem. Falavam: pega a flauta aí, gaúcho! – destaca.

Aplaudido de pé
Foram muitos os tempos de fanfarronada.
– Mas quando me casei isso acabou – afirma.
Das muitas apresentações, Plauto emociona-se ao falar das reações da plateia.
– Eu era aplaudido de pé. Diziam que eu tinha nascido para a música – fala, em um passado já distante.

A música e o sentido da vida
A música sempre foi a razão de viver de Plauto. Cantarolando Piazito Carreteiro, ele diz:
– Tocar era sinônimo de bem-estar, bom humor – enfatiza.
Das cerca de 32 composições próprias, escreveu uma delas ouvindo o soar de um sino.
– Trabalhei muito em bandinha. A música sempre foi a razão da minha vida. Sou um valsiano e gosto de serestas – confidencia.

Jairo conta que um dos momentos felizes para Plauto é quando o pai recebe visitas.
– Tem alguns amigos dele que vêm aqui e eles fazem uma seresta. É uma cantoria só. Os vizinhos nem reclamam – conta Jairo.

Um Por Todos e Todos por Plauto
Para angariar fundos para ajudar nos tratamento de saúde de Plauto, em outubro do ano passado, a Coordenação de Música da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, promoveu o espetáculo “Um Por Todos e Todos Por Plauto Cruz”.
Com o teatro lotado durante quatro horas de espetáculo, muitos músicos oram prestar homenagem ao flautista. No palco, trinta atrações compostas por setenta artistas que interpretaram trinta e duas músicas.
– Ele tentou tocar Carinhoso, de Pixinguinha. Mas não conseguiu. A plateia cantou para ele. Ele se emocionou bastante – afirma o filho Jairo.

Pensão para ajudar nas despesas
A Assembleia Legislativa do RS aprovou, por unanimidade, em dezembro do ano passado, o projeto de lei do Governo do Estado que concede pensão especial a Plauto Cruz. O projeto foi uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), com o objeitvo atender o artista que passa por dificuldades financeiras.


Mais de 40 álbuns gravados
Ao longo de sua carreira, gravou mais de 40 LP’s como acompanhante de grandes músicos brasileiros, entre eles Lupicínio Rodrigues, Jessé Silva, Túlio Piva, Kleiton e Kledir, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Ângela Maria, Silvio Caldas. Tem quatro LPs como solista e seis CDs gravados, entre eles: Engenho & Arte, com Mário Barros; Plauto Cruz em novos tempos de seresta; e Plauto Cruz – O Mago da Flauta, em comemoração aos 70 anos do Banrisul; e Plauto Cruz – Choros e Canções, gravado com Yamandu Costa, com canções de sua autoria. Aos 69 anos de idade, gravou seu primeiro CD como compositor e solista, contendo na obra choros, mazurca, valsa, jazz, rumba, rancheira e samba. Na década de 70, morou em São Vicente, no litoral paulista, onde participou do Regional “Lenha da Casa”, ao lado de Peri Cunha no bandolim, seu conterrâneo Jessé Silva no violão de sete cordas, Nelsinho do Cavaquinho, Antenor Senegaglia (violão de seis cordas), Arnaldo Loyo Bechelli (surdo), Ricardo Barros Bechelli (reco-reco) e Aguinaldo Loyo Bechelli (pandeiro). Em 1977, defenderam duas composições, “Provocante” (de sua autoria) e “Meu Pensamento” (Jessé Silva), que tirou o 2º lugar no Brasileirinho (1º. Festival Nacional de Choro) da Rede Bandeirantes de Televisão.

 

Alguns discos
O Choro é Livre – Lp vinil (1978)
O Fino da Flauta – Lp vinil (1980)
Engenho & Arte, com Mário Barros; (1995)
Plauto Cruz em novos tempos de seresta; (1998)
Plauto Cruz – O Mago da Flauta, em comemoração aos 70 anos do Banrisul; (1998)
Plauto Cruz – Choros e Canções, gravado com Yamandu Costa, contendo apenas
canções de sua autoria. (1999)
O mais recente é o CD gravado ao lado de João Pernambuco

O cantor de São Jerônimo Leonardo Reis não mede esforços para mostrar seu trabalho e correr atrás de seus sonhos

Viviane Bueno

Um violão de plástico vermelho. Essa é a lembrança mais remota que o cantor Leonardo Reis tem ao falar de música. Natural de São Jerônimo, o jovem que se esquiva de falar a idade, revela os bastidores de uma carreira nada fácil. Vestindo uma camisa de fundo branco com listras suaves em azul e uma gravata preta, a conhecida roupa da sorte, Leonardo, de voz suave, não esconde a emoção de falar do que mais gosta de fazer: tocar seu violão preto e cantar.

Aos quatros anos ele já cantava Fuscão Preto para suas tias.

– Não deixava ninguém dormir – recorda Leonardo.

Na sua casa, o objeto que mais admirava era um toca-discos e foi ainda na infância que conheceu a banda que seria referência de seu trabalho.

– Escutava os vinis do Globo de Ouro. Nessa época tive o primeiro contato com os Bealtles também. Curtia muito a música Help. Todo mundo que chegava lá em casa se admirava comigo escutando esse tipo de canção. Eu tinha um oito anos na época. Pedia discos de presente de aniversário para meus pais. Eu ia à residência da minha avó, e ela tinha recém comprado um disco do Chitãozinho e Xororó. Ia todo dia lá só para escutar a dupla. Ela tinha também um do Roberto Carlos. Eu adorava ficar escutando os discos dela – conta.

Com a companhia de primos, Leonardo foi incentivado a tocar violão. Aos 12 anos, nas tardes de sábado, no bar da família, aconteceram os primeiros shows, embora fosse tudo uma grande brincadeira. 

Leonardo descobriu, ainda na infância, o dom para a música.

Leonardo descobriu, ainda na infância, o dom para a música.

A família vendo o dom do ainda menino incentiva Leonardo para seguir os rumos da música.

– Eu acordava muito cedo para ir à escola, e meu pai gostava de escutar a rádio Farroupilha. Teve um dia que ele estava cantando uma música do Renato e Seus Blue Caps e aquilo chamou muito a minha atenção. Meu pai sempre me incentivou. Me dava fitas e falava dos artistas – fala.

Ainda com a banda de garagem, começou a tocar contra-baixo e virou fã da banda americana Guns N’Roses.

– Eu gostava de ir ao parque de diversões só para comprar uma fita do Guns. Eu sempre preservei a música. Virei um admirador da banda e meu primo tinha uma pasta com as letras e histórias deles. Tirava xerox para ter as letras também – conta.

Os Muskitos
Já com o estilo mais para o lado do Rock e da Jovem Guarda, Leonardo e mais dois amigos colocaram o sonho de ter uma banda em prática.
– Gostávamos da mesma coisa e começamos a ensaiar. A gente trocava muita ideia. Para brincar com os Besouros dos Beatles, colocamos o nome Os Muskitos. Eu tinha 21 anos. Essa banda me marcou demais. A galera tirava foto e pedia autógrafo. Era muito bacana. Mas a banda durou um pouco mais de um ano – lembra.
E amanhã eu quero mais
Fazendo shows em São Jerônimo com os Muskitos, Leonardo começou a compor algumas músicas. Muito tímido, tinha vergonha de mostrar suas canções. Na escola, inspirado, escreveu uma letra e o hit pegou entre os mais jovens.

– Escrevi Até que enfim, tá tudo tri. Você bem sabe. Como é bom gostar de alguém assim. Ficar com ela, um refri até mais tarde. Um beijo à noite e depois muito mais
E depois é só torcer que ela diga. Gostei do dia e amanhã eu quero mais. Bah, a letra pegou de um jeito que aonde a gente ia a galera falava E amanhã eu quero mais – diz.

A Radiofônicos
A banda dos guris que tocavam de terno preto não duraria muito tempo. Divergências entre o grupo e a saída do vocalista fizeram com que Os Muskitos chegassem ao fim.
– O pessoal me parava triste na rua porque o grupo tinha terminado. Os shows em São Jerônimo me marcaram muito. Eu sabia que não podia desanimar. Fiz de tudo para me reerguer. Comecei a dar os primeiros passos em barzinho só com violão. Mas eu ficava receoso. As pessoas me incentivavam a cantar. Fui conhecendo outras músicas e comecei a dar aulas de violão. Fiz alguns cartazes procurando pessoas interessadas em formar uma banda com referências na Jovem Guarda e nos Beatles. Fui convidando alguns amigos. Então, nasceu a Radiofônicos. Curti muito esse tempo. Foi aí que começamos a sair de São Jerônimo. Eu tinha 24 anos na época – relembra.
Disposto a mostrar seu trabalho, Leonardo virou empresário e assessor de imprensa do grupo. Não mediu esforços para conseguir tocar em outros municípios.
– Fiz uma coisa bem maluca. Eu lembro que peguei uma revista da Atlântida e vi que tinha a Atlântida de Santa Cruz. Peguei o ramal da cidade e inventei um número e liguei. Atendeu uma moça de um escritório de advocacia. Expliquei pra ela o que eu tinha feito. Ela me escutou meio apavorada. Ela me deu o número de um jornal de lá. Liguei e eles me deram o nome de uma choperia. Fiz contato com o pessoal e depois de muita insistência, nos convidou para tocar lá – conta aos risos.
A partir daí, a ligação com os municípios da cultura alemã foi ganhando força.
– Escutava a rádio de Feliz que tocava muitas músicas dos Beatles. Fiz amizade com o locutor e conseguimos fazer um show numa festa à fantasia. Fiz muitas amizades. Nas apresentações sempre acontecia alguma coisa engraçada. Muita coisa a gente fazia no improviso – destaca.

Ele acredita que para ter sucesso é indispensável doses de luta e sacrifício. Foto: Viviane Bueno

Ele acredita que para ter sucesso é indispensável doses de luta e sacrifício. Foto: Viviane Bueno

O desejo de tocar no shopping de Lajeado
Entre uma viagem e outra, Leonardo fazia seus contatos para garantir futuros shows. Em um almoço, no shopping de Lajeado, ele viu um músico cantando e tocando violão.
– Aquilo me chamou a atenção e disse pra mim mesmo que um dia eu ia tocar naquele lugar – ressalta.
O maior público da banda
Em Bom Princípio, durante a Festa do Moranguinho, a banda tocou para um público de 15 mil pessoas, um record da Radiofônicos.
– Naquele dia, fizemos a abertura do show do César Menotti e Fabiano. Iríamos tocar no meio da tarde, mas como estava chovendo muito, a banda que ia tocar depois da gente desistiu e acabamos tocando antes da dupla. Fomos sem cachê, sem nada. Eu não via o fim da multidão. Nessa época o sucesso Ana Júlia, do Los Hermanos era um hit entre a galera e aproveitamos e tocamos a canção. Bah, o pessoal contou junto com a gente. Foi emocionante – lembra.

Um novo recomeço
Com o sonho de viver só de música e sentir na pele cada segundo de expectativa, frio na barriga e ansiedade antes de cada show, Leonardo tocava sem cachê e via em cada lugar que passava uma oportunidade de se fazer reconhecido.
– Comecei a notar que cada um da banda ia seguindo seu rumo. Começamos a nos desentender. Meu pai me incentivava a continuar sozinho. Muitos têm a visão que a vida de música é pesada, que rola drogas e tal. Começamos a fazer certa fama por causa disso, pois a gente ia nos lugares e não bebia nada de álcool. Trabalhei um tempo também em uma loja. Fiz muitas amizades e contatos. Ia fazendo o meu marketing. Mas eu não queria que a música virasse apenas um hobby. Decidi então pela carreira solo – afirma.

O show no shopping de Lajeado

Ele que assumiu todos os papeis, desde empresário e assessor de imprensa, fez novamente outros contatos para conseguir trilhar novos caminhos.
– Eu tive um retorno positivo das pessoas. A internet nessa época também facilitou o trabalho. Aí pensei no nome de Leo Acústico. Mas achei que tinha ficado meio inacabado. Voltei de novo a Santa Cruz, Feliz, Lajeado. Lembrei daquele shopping de Lajeado. Procurei o endereço na internet. Consegui fazer contato e me ofereci para tocar. Topei na hora o cachê baixo e fui para a cidade fazer o show. Até hoje quando vou pra lá fico no mesmo hotel. Fiz uma amizade com o pessoal – relata.
Nos tempos de economia
Vida de músico não é fácil. Com cachês simplórios, é preciso se revezar nas despesas para que a conta não fique no vermelho. Com Leonardo não foi diferente. Em muitos momentos, ele ia para os shows e levava bolo, pão, açúcar e café de casa.
– Em um episódio cheguei ao hotel e não tinha mais vaga. Aí o dono olhou para a mulher dele e disse: o que vamos fazer com esse gaúcho? Ele me hospedou em sua casa. Bah, aquilo foi muito bacana. Mas eu tava louco de fome. Tinha levado bolacha, um bolo e pó de café e passei o café com a água do chuveiro. Mas aí eu disse pra mim mesmo que eu nunca mais iria deixar de comer para não gastar. Comecei a ir aos restaurantes e conhecer outras pessoas e fazer novos contatos – expõe.
Superstição
Ter rituais antes de subir em um palco é hábito para Leonardo. Rezar nos bastidores, usar a camisa e a gravata da sorte são algumas das manias que são indispensáveis antes de cantar. Muito mais que superstições, o jovem falante é carregado de carisma e não é em vão que por anda passa, deixa um rastro de amizades.
O nome Leonardo Reis
Incomodado com Léo Acústico, em 2009, resolveu procurar outro nome para caracterizar seu trabalho.
– Tipo, eu chegava aos lugares e dizia: eu sou o Léo Acústico. Achava tri estranho. Comecei a trabalhar em cima do meu próprio nome – explica.

Trilha sonora da vida 
Muito mais que uma profissão, ser músico para ele é uma paixão. Vencendo a timidez de mostrar canções de sua própria autoria, Leonardo pretende continuar fazendo a cada dia, mais shows.
– A música é a trilha sonora da minha vida. Não tenho como me ver sem ela – resume.
Ele acredita que para ter sucesso é indispensável doses de luta e sacrifício. A cada dedilhar, conquista novos públicos. É na simplicidade e na simpatia que Leonardo espera alcançar seus desafios.